Brasil avança sob a democracia social
Fatores como a valorização do salário mínimo, ampliação de programas de transferência de renda e recuperação do mercado de trabalho contribuíram para o crescimento econômico no país.
Por Juliana Ambrozi
O governo Lula investiu na democracia social pelo desenvolvimento do país e redução da pobreza. O resultado foi notado no último relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades de 2026, que apontou melhora de 71% nos indicadores em relação ao ano passado.
Fatores como a valorização do salário mínimo, ampliação de programas de transferência de renda e recuperação do mercado de trabalho contribuíram para o crescimento econômico no país. Um exemplo foi a queda de 9,6% para 5,6% na taxa de desemprego no Brasil.
As melhorias também foram refletidas na segurança alimentar. A taxa da população em situação de insegurança moderada ou grave caiu de 9,5% para 7,7%.
A concentração da riqueza, porém, continua sendo um dos principais desafios. O rendimento médio de 1% mais rico da população subiu para 31,5 vezes em relação ao 50% mais pobres. Em 2024, a diferença era de 30,2 vezes. O aumento expõe como a Selic em alta (14%) tem impedido a diminuição, de forma mais significativa, da distância entre os extremos socioeconômicos.
Durante o anúncio do próximo plano de governo, Lula enfatizou o fortalecimento do combate às desigualdades sociais, já em andamento, sobretudo nas políticas de proteção para a população mais necessitada, inclusão produtiva, saúde e educação. O programa também inclui medidas de combate ao racismo e de ampliação dos direitos da população negra, dos povos indígenas e da proteção às mulheres brasileiras.


