BB lucra bilhões, bancários cobram respostas

Em meio à campanha salarial, o lucro não pode ser apresentado sem considerar quem enfrenta metas cada vez mais difíceis, equipes reduzidas e sobrecarga para entregar os resultados exigidos pelo BB.

Por Julia Portela

O Banco do Brasil fechou o segundo trimestre de 2026 com R$ 3,9 bilhões de lucro líquido ajustado, alta de 14% em relação ao trimestre anterior e de 3% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, foram R$ 7,3 bilhões. O resultado reforça uma realidade que não pode ser ignorada: enquanto o banco acumula bilhões, os bancários seguem cobrando respostas para problemas que afetam diretamente o dia a dia de trabalho.

 

Em meio à campanha salarial, o lucro não pode ser apresentado sem considerar quem enfrenta metas cada vez mais difíceis, equipes reduzidas e sobrecarga para entregar os resultados exigidos pelo BB. Por isso, é fundamental avançar no fim das metas e garantir que a pressão por produtividade não resulte em perdas na PLR. Também é urgente resolver a Cassi, com um plano de custeio que assegure maior responsabilidade do banco, além da isonomia de acesso à Cassi e à Previ para os funcionários egressos.

 

A pauta inclui ainda a melhoria da tabela PIP da Previ e o aperfeiçoamento do Programa de Cargos e Salários, ou Programa de Carreira e Remuneração. São reivindicações concretas, diante de um banco que apresenta capacidade financeira para atender todas as reivindicações. Não se trata de favor e sim direito: é o contrapeso necessário para quem mantém a instituição funcionando e produz diariamente os bilhões em lucro.

 

Enquanto o ganho cresce, não há justificativa para deixar os bancários esperando. O BB precisa sair do silêncio, abrir negociação e apresentar respostas. 

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