CEE rejeita proposta ruim para o Saúde Caixa
A CEE defende a retomada da proporção histórica de 70% dos custos para a Caixa e 30% para os usuários.
Por Ana Beatriz Leal
A CEE (Comissão Executiva dos Empregados), na negociação desta sexta-feira (14/08), a nova proposta do banco para o custeio do Saúde Caixa. Para a representação dos trabalhadores, o modelo aumenta significativamente o peso das mensalidades sobre os usuários e pode comprometer a sustentabilidade do plano.
A proposta prevê mensalidades por faixa etária, 13 contribuições anuais, piso de R$ 400,00 por grupo familiar e limite de comprometimento de até 12% da remuneração-base do titular. Atualmente, o teto familiar é de 7%. A CEE defende a retomada da proporção histórica de 70% dos custos para a Caixa e 30% para os usuários.
A situação preocupa ainda mais diante da redução no número de beneficiários do Saúde Caixa, que registrou saldo negativo de 15.390 vidas entre 2023 e fevereiro de 2026.
Veja a proposta da Caixa:

Na rodada, que contou com a presença do diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Erico Jesus, apesar do impasse no Saúde Caixa, houve avanços na Promoção por Mérito, com a retirada do Alcance.Caixa dos critérios e a garantia de pagamento dos deltas em janeiro de 2027 e 2028.
O banco também suspendeu o processo de migração de função de caixas e tesoureiros enquanto o tema é debatido na mesa de negociação.
A Caixa reconheceu a necessidade de discutir a elaboração de um novo Plano de Funções Gratificadas. O atual PFG é de 2010. Para a CEE, está defasado, pois não contempla muitas tarefas, funções e transformações ocorridas na organização do trabalho.
As negociações seguem em meio à campanha salarial da categoria. Inclusive, diante da falta de avanços na mesa com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), o Comando Nacional dos Bancários orientou a realização e assembleias em todo o país na segunda-feira (17/08), para que os trabalhadores deliberem sobre o que foi proposto em mesa, além de uma paralisação no próximo dia 20.


