Mais proteção aos povos indígenas

No primeiro semestre deste ano, as mortes por desnutrição entre indígenas caíram 75,7% em relação ao mesmo período de 2023. As mortes por infecções respiratórias recuaram 40,8% e por malária foram zeradas. O total de óbitos caiu 29,5%, de 224 para 158.

Por Caio Ribeiro

Durante o governo Bolsonaro, os povos indígenas enfrentaram o enfraquecimento da proteção territorial e o avanço do garimpo ilegal. Entre os Yanomamis, a situação provocou uma grave crise humanitária, com aumento da fome, da desnutrição e de doenças.

 

A partir de 2023, o governo Lula mudou a política indigenista e decretou emergência em saúde na Terra Yanomami. Foram ampliadas as equipes de atendimento, a vacinação e as ações de combate ao garimpo.

 

Os resultados aparecem nos indicadores. No primeiro semestre deste ano, as mortes por desnutrição entre indígenas caíram 75,7% em relação ao mesmo período de 2023. As mortes por infecções respiratórias recuaram 40,8% e por malária foram zeradas. O total de óbitos caiu 29,5%, de 224 para 158.

 

Os números mostram o impacto de políticas públicas contínuas na recuperação de uma população marcada pelo abandono. O desafio agora é manter a presença do Estado, proteger os territórios e garantir saúde, segurança alimentar e dignidade aos povos originários. 

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