O povo clama pelo fim da escala 6x1
O momento é decisivo. Após a aprovação na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição que põe fim a escala de trabalho 6x1 foi encaminhada à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), declarou que pretende apresentar o parecer ainda esta semana e a expectativa é que o texto possa ser votado na próxima quarta-feira (02/09).
Por Ana Beatriz Leal
As atenções estão voltadas para o fim da escala 6x1, um anseio popular. É hora de pressionar ainda mais. Domingo (30/08), diversas ruas em todo país serão tomadas por trabalhadores e apoiadores, inclusive a ministra da Cultura, Margareth Menezes. A pauta inclui também a diminuição da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. Em Salvador, a Barra vai ficar pequena. O ato tem concentração a partir das 9h, no Morro do Cristo.
O momento é decisivo. Após a aprovação na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição que põe fim a escala de trabalho 6x1 foi encaminhada à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), declarou que pretende apresentar o parecer ainda esta semana e a expectativa é que o texto possa ser votado na próxima quarta-feira (02/09).
É força total. A mobilização acontece às vésperas do esforço concentrado do Congresso Nacional, que deve acontecer entre 31 de agosto e 4 de setembro.
O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, reforçou a importância da participação dos trabalhadores nos atos e destacou que o fim da escala 6×1 representa uma mudança necessária na organização do trabalho.
É preciso viver, além de trabalhar. Relatório global da OIT expõe que mais de um terço da mão de obra mundial cumpre regularmente mais de 48 horas semanais. A Organização Internacional do Trabalho faz a relação das longas jornadas com a maior incidência de problemas de saúde, menor produtividade horária e desequilíbrios entre vida profissional e familiar.


