Brasil reforça combate à raiva

A raiva é uma doença grave e de alta letalidade. Por isso, a prevenção e o atendimento rápido são fundamentais. Em casos de mordidas, arranhões ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde.

Por Caio Ribeiro

O Brasil completa 10 anos sem registrar casos de raiva humana transmitida por variantes do vírus associadas a cães. Para manter o cenário, o Ministério da Saúde reforça as ações de prevenção, especialmente nas regiões de fronteira, com campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos realizada de forma integrada entre Brasil, Bolívia e Peru.

 

As mobilizações acontecem nos estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul, com distribuição de vacinas e equipamentos para apoiar as equipes responsáveis pela imunização. A estratégia busca ampliar a proteção dos animais e fortalecer a vigilância em áreas onde há circulação de pessoas e animais entre diferentes países.

 

Apesar da ausência de transmissão por cães há uma década, a raiva ainda circula entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas. Entre 2016 e 2026, foram registrados 37 casos de raiva humana no país, todos relacionados a variantes silvestres, sendo 22 associados a morcegos.

 

A raiva é uma doença grave e de alta letalidade. Por isso, a prevenção e o atendimento rápido são fundamentais. Em casos de mordidas, arranhões ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. Quando necessário, o SUS oferece gratuitamente a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina.