É hora de avaliar as propostas e fortalecer a luta

Das 19h desta quinta-feira (03/09) às 12h de sexta-feira (04/09), quando acontece a assembleia virtual do Sindicato dos Bancários da Bahia, a categoria tem a responsabilidade de avaliar o que foi proposto e decidir sobre os rumos do movimento. Antes da assembleia, o Sindicato realiza plenária presencial, na quinta-feira (03/09), às 18h, no Ginásio de Esportes, na ladeira dos Aflitos. A presença da base é essencial.

Por Ana Beatriz Leal

A complexidade da campanha salarial de 2026 se expressa nas diferentes propostas colocadas na mesa com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancários) e nas negociações específicas dos bancos públicos. Das 19h desta quinta-feira (03/09) às 12h de sexta-feira (04/09), quando acontece a assembleia virtual do Sindicato dos Bancários da Bahia, a categoria tem a responsabilidade de avaliar o que foi proposto e decidir sobre os rumos do movimento. 
 

Antes da assembleia, o Sindicato realiza plenária presencial, na quinta-feira (03/09), às 18h, no Ginásio de Esportes, na ladeira dos Aflitos. A presença da base é essencial. É lá que será feita avaliação de cada proposta, reconhecendo os avanços conquistados com a luta, mas identificando também o que ainda é necessário avançar. 
 

Na mesa geral, a proposta da Fenaban prevê reposição integral do INPC, ganho real de 0,6% em 2026 e 2027, preservação dos direitos da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) e avanços em cláusulas sociais. São pontos resultantes da mobilização, mas o resultado econômico permanece abaixo da capacidade de um sistema financeiro que acumula lucros bilionários e elevados ganhos de produtividade. Cabe à categoria avaliar nas assembleias.

 

Nos bancos públicos, porém, as negociações específicas apresentam questões que precisam ser analisadas separadamente.

 

Caixa: rejeitar a proposta e construir a greve 
Na Caixa, a orientação é pela rejeição da proposta. Os avanços pontuais não compensam as perdas previstas no Saúde Caixa. Empregados da ativa, aposentados e pensionistas não podem ser responsabilizados por um custo cada vez maior para manter um direito conquistado ao longo de décadas.
A orientação é construir imediatamente uma greve nacional dos empregados da Caixa, pressionando a direção do banco a reabrir as negociações e apresentar uma proposta que não transfira aos trabalhadores o peso do financiamento do plano.

 

BNB: rejeitar a proposta e ampliar a mobilização
No Banco do Nordeste, a orientação também é pela rejeição da proposta. A manutenção de conquistas e a promessa de discussões futuras não respondem aos problemas estruturais enfrentados pelos trabalhadores, nem contempla as 88 cláusulas da pauta de reivindicações.
Questões como carreira, funções, quadro de pessoal, sobrecarga e valorização profissional exigem respostas. A rejeição deve vir acompanhada da ampliação da mobilização nacional dos trabalhadores do BNB, colocando a greve no horizonte caso o banco não apresente avanços reais.

 

Banco do Brasil: negociação ainda em curso 
No Banco do Brasil, as negociações continuam. Houve avanços pontuais, mas o resultado construído até agora ainda é insuficiente diante das reivindicações do funcionalismo.

 

O Sindicato aguarda a conclusão da negociação para definir a orientação às assembleias e cobra da direção do BB melhorias substanciais na proposta.

 

Unidade para fortalecer a luta
As diferenças existentes nas mesas de negociação não podem apagar aquilo que deve unir toda a categoria. A unidade nacional dos trabalhadores é resultado de décadas de organização e mobilização e representa uma das principais conquistas que garantem aos bancários uma CCT com validade em todo o país.

 

A assembleia, portanto, tem papel fundamental na definição dos próximos passos. É o momento de analisar cada proposta com atenção, considerando os ganhos concretos para os trabalhadores, os pontos que permanecem pendentes e aquilo que ainda precisa ser conquistado.