Caixa e BB: greve entra na reta final de preparação

A reunião marca a preparação final para a paralisação: materiais de orientação serão entregues, dúvidas serão esclarecidas e os últimos ajustes serão feitos para que a categoria esteja organizada a partir da 0h desta quinta-feira (10/09).

Por Julia Portela

É contagem regressiva para a greve. Nesta quarta-feira (09/09), o Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários da Bahia será o ponto de encontro dos empregados da Caixa e do BB, às 18h. A reunião marca a preparação final para a paralisação: materiais de orientação serão entregues, dúvidas serão esclarecidas e os últimos ajustes serão feitos para que a categoria esteja organizada a partir da 0h desta quinta-feira (10/09).

 

Na Caixa, a direção do banco decidiu voltar à mesa de negociação nesta tarde, em São Paulo, com a CEE (Comissão Executiva dos Empregados). A convocação acontece depois da rejeição da proposta apresentada nas assembleias realizadas na semana passada. Entre os temas que seguem pressionando a negociação está o Saúde Caixa, um dos principais pontos de impasse. A nova rodada pode alterar o cenário, mas, até o momento, a greve por tempo indeterminado está mantida.

 

No BB, a situação é diferente. A direção anunciou a retomada da negociação na terça-feira (08/09), mas a reunião terminou sem qualquer mudança na proposta. O banco reafirmou que considera sua oferta definitiva e, diante da rejeição, ainda colocou sobre a mesa possíveis perdas para os funcionários, como PLR (Participação nos Lucros e Resultados), reajuste salarial e benefícios ligados ao complemento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e aos planos de saúde.

 

O recado que sai das duas negociações é de que não há espaço para esperar de braços cruzados. No BB, 70% dos funcionários rejeitaram a proposta nacionalmente. Na Bahia, permanece válida a decisão da última assembleia pela rejeição e pela greve. Na Caixa, a categoria também segue mobilizada enquanto aguarda o resultado da nova rodada. Agora, o Ginásio vira espaço de organização para transformar a indignação acumulada durante as negociações em mobilização nas agências.