Santander, banco amplia a exclusão

Há poucos anos, o banco espanhol tinha 33 agências na capital e RMS. Com o fechamento da unidade da Calçada, previsto para o dia 23, restarão apenas 10 para atender milhares de pessoas.

Por Rose Lima

O avanço da digitalização é apresentado como sinônimo de modernização e eficiência. Mas, para milhares de brasileiros, significa portas fechadas e dificuldades no acesso a serviços essenciais, como o atendimento bancário. Em Salvador e Região Metropolitana, o Santander escancara a realidade.

 

Há poucos anos, o banco espanhol tinha 33 agências na capital e RMS. Com o fechamento da unidade da Calçada, previsto para o dia 23, restarão apenas 10 para atender milhares de pessoas. A redução drástica prejudica, principalmente, os mais vulneráveis.

 

Vale destacar que a agência atende moradores da Cidade Baixa, Liberdade e do Subúrbio Ferroviário. Bairros populosos, com grande circulação de pessoas, idosos, cerca de 60% dos clientes, e pequenos comerciantes que dependem do atendimento presencial para resolver pendências, sacar benefícios e negociar dívidas.

 

A justificativa faz parte da chamada “reestruturação”, estratégia adotada pelas organizações financeiras. Sob o argumento de eficiência e redução de custos, agências são fechadas e funcionários desligados, enquanto os clientes são empurrados para plataformas digitais.

 

O problema é que a digitalização não alcança todos de forma igual. Milhões de brasileiros ainda enfrentam limitações de acesso à internet de qualidade, baixa alfabetização digital ou insegurança para operar serviços exclusivamente online.