IA coloca em risco o emprego

A preocupação com o desemprego cresce com o dado que 47% das organizações já usam alguma ferramenta de inteligência artificial generativa em processos de recursos humanos.

Por Ana Beatriz Leal

A preocupação com o desemprego cresce com o dado que 47% das organizações já usam alguma ferramenta de inteligência artificial generativa em processos de recursos humanos.

 

Os dados são da pesquisa realizada pela Korn Ferry, consultoria global especializada em estratégia organizacional e desenvolvimento de lideranças, com 611 empresas na América Latina, 319 no Brasil.

 

É falacioso, portanto, o argumento do mercado de que a IA não vai tirar o emprego. É claro que não vai substituir todas as funções, mas muitas profissões estão perdendo espaço para as máquinas.

 

A argumentação corrobora a previsão do Fórum Econômico Mundial, divulgado no início do ano passado, de que as mudanças tecnológicas podem eliminar 92 milhões de empregos até o ano 2030.

 

No caso do sistema financeiro, já há uma preocupação do movimento sindical em relação ao emprego bancário. De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), atualmente 96% dos bancos já usam IA, com investimentos acima dos R$ 47 bilhões. Se antes da Inteligência Artificial, as empresas já dizimaram a categoria, agora a tendência é piorar.