Itaú tem de se explicar
Os prejuízos da medida são sentidos não só pela população, mas também pelo comércio local e os bancários. Aqueles que não são remanejados e têm as vidas mudadas, perdem o emprego. Estes assuntos serão tratados na mesa de negociação nesta quarta-feira (11/03), em São Paulo.
Por Ana Beatriz Leal
O Sindicato dos Bancários da Bahia tem feito um duro enfrentamento à política de desmonte no atendimento do Itaú. O banco acelerou o fechamento de agências em todo o país. Em 2025, só na Bahia fechou 14 unidades, nove em Salvador e cinco no interior. Este ano, mais portas fechadas: Camaçari, Barra, em Salvador, Vilas do Atlântico, em Lauro de Freitas, e Vera Cruz, na Ilha de Itaparica estão na lista deste mês.
Os prejuízos da medida são sentidos não só pela população, mas também pelo comércio local e os bancários. Aqueles que não são remanejados e têm as vidas mudadas, perdem o emprego. Estes assuntos serão tratados na mesa de negociação nesta quarta-feira (11/03), em São Paulo.
A atitude do poderoso Itaú não se ancora em nenhuma justificativa de crise. Um banco que chega a lucrar R$ 128,2 milhões por dia (R$ 46,8 bilhões em um ano), o inimaginável para a imensa maioria da população brasileira, tem uma solidez financeira comprovada.
Além das demissões e a questão das agências, a negociação, a primeira do ano, vai tratar também do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) Teletrabalho – proposta para controle de jornada e a retomada dos debates sobre o programa de remuneração GERA.
