Itaú impõe plano abusivo a aposentados

O aumento abusivo nos valores das mensalidades dos planos de saúde após a aposentadoria expõe a política do Itaú, que se exime de responsabilidades básicas com quem construiu seus lucros bilionários ao longo de décadas. Diante deste cenário, ganha força a mobilização para incluir o tema no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), como forma de enfrentar mais um ataque aos direitos.

Por Julia Portela

O aumento abusivo nos valores das mensalidades dos planos de saúde após a aposentadoria expõe a política do Itaú, que se exime de responsabilidades básicas com quem construiu seus lucros bilionários ao longo de décadas. Diante deste cenário, ganha força a mobilização para incluir o tema no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), como forma de enfrentar mais um ataque aos direitos.
 

Após anos de dedicação, aposentados do banco se deparam com a inviabilização do acesso à saúde justamente no momento em que mais precisam. Encerrado o período garantido pela CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), o Itaú impõe a migração de um plano familiar para um plano individual, retirando a participação da empresa no custeio e transferindo integralmente o peso financeiro para quem já sofre com a queda de renda.
 

Na Bahia, a realidade é alarmante: há casos em que o plano consome mais de 70% da renda mensal, chegando, em situações extremas, a comprometer quase todo o orçamento. Um dos relatos mais graves envolve um aposentado que dedicou 36 anos ao banco e, após ficar tetraplégico em decorrência de um acidente, viu o valor do convênio saltar de pouco mais de R$ 300,00 para cerca de R$ 3 mil, um aumento superior a 700%.
 

A mobilização dos aposentados do Itaú cresce e precisa se ampliar em todo o país para enfrentar a política de abandono. A organização coletiva segue como único caminho para barrar abusos e garantir condições dignas. Acompanhar as orientações do Sindicato é fundamental neste processo. Só a luta muda a vida.