Extrema direita transforma preconceito em projeto político

O episódio expõe uma agenda de radicalização que busca calar minorias e instrumentalizar o ódio no embate político.

Por Caio Ribeiro

A ofensiva da extrema direita contra a população LGBTQIA+ cresce e revela uma estratégia cada vez mais agressiva de transformar política pública em preconceito. Em São Paulo, setores ultraconservadores tentam impedir a realização da Parada LGBTQIA+, que acontece há 29 anos, na Avenida Paulista. É mais um ataque ao direito de manifestação, à diversidade e às liberdades democráticas.

 

O episódio expõe uma agenda de radicalização que busca calar minorias e instrumentalizar o ódio no embate político. O discurso moralista usado por grupos reacionários bolsonaristas alimenta a intolerância e cria cortinas de fumaça diante dos verdadeiros problemas enfrentados pelos brasileiros.

 

A hipocrisia é evidente: grandes eventos comerciais, manifestações que pregam o ódio, são liberados, mas atividades que pedem respeito à diversidade são tratadas como ameaça. O objetivo é naturalizar a discriminação, incentivar a violência e restringir espaços de participação social. Trata-se de uma postura autoritária que afronta princípios básicos da democracia e dos direitos humanos.