Violência silenciosa na Caixa 

A representação dos empregados já havia cobrado, em abril, retorno sobre as propostas para fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho. 

Por Ana Beatriz Leal

Em meio ao crescimento de casos de feminicídio e outras formas de violência, segue sem resposta importante reivindicação do movimento sindical à Caixa, que é implementar políticas para garantir proteção às mulheres. Depois de quase dois meses da negociação realizada em 31 de março com a CEE (Comissão Executiva dos Empregados), o banco não se manifestou. 
 

A representação dos empregados já havia cobrado, em abril, retorno sobre as propostas para fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho. 
 

De acordo com levantamento citado na publicação Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres, cerca de 673 mulheres denunciam episódios de violência doméstica todos os dias no Brasil e quatro são mortas por dia.
 

Além disto, a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) tem cláusulas específicas referentes ao enfrentamento à violência contra as mulheres, como mecanismos de acolhimento, proteção e orientação às empregadas vítimas de violência doméstica. A COE (Comissão de Organização dos Empregados) entende que a Caixa precisa efetivar os instrumentos também no âmbito do banco.