Fim da escala 6x1 depende de pressão no Senado
É neste cenário que a mobilização se torna determinante. A plataforma Na Pressão surge como instrumento direto de enfrentamento: permite cobrar, expor e constranger parlamentares por e-mail e redes sociais.
Por Julia Portela
A disputa pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, entra em um momento decisivo no Senado. Após aprovação na Câmara por ampla maioria, a proposta agora depende de pelo menos 49 votos entre os 81 senadores e só avança com pressão popular organizada.
É neste cenário que a mobilização se torna determinante. A plataforma Na Pressão surge como instrumento direto de enfrentamento: permite cobrar, expor e constranger parlamentares por e-mail e redes sociais. Não há neutralidade possível quando está em jogo a saúde, o tempo e a dignidade de quem trabalha. Cada senador precisa ser pressionado a se posicionar.
Sem prazo constitucional para votação, o Senado pode acelerar ou travar a proposta conforme os interesses da oposição. De um lado, trabalhadores e centrais sindicais e do outro setores empresariais tentando manter privilégios à custa da exploração. A história recente mostra: quando o povo pressiona, o Congresso anda.
O cenário atual escancara a disputa: 19 senadores já são favoráveis, 19 se colocam contra e 43 seguem indecisos. É sobre esses que recai a responsabilidade imediata de articulação e pressão.


