Clima extremo evidencia desigualdades

A desigualdade também está presente na exposição ao calor extremo. Trabalhadores que precisam permanecer nas ruas, na construção civil, em serviços de entrega estão mais expostos às altas temperaturas, muitas vezes sem condições adequadas de proteção. 

Por Caio Ribeiro

A onda de calor prevista para acontecer até quarta-feira da próxima semana em grande parte do país deve ser sentida de forma diferente pelos brasileiros. Enquanto milhares de pessoas recorrem ao ar-condicionado, ficam em ambientes protegidos ou até deixam áreas de risco durante períodos extremos, outras milhões de famílias de baixa renda enfrentam o calor em moradias precárias, com pouca ventilação e acesso limitado à energia e à água.

 

O problema também aparece nos períodos de chuvas intensas. Enchentes, alagamentos e deslizamentos atingem principalmente locais com infraestrutura urbana insuficiente e em áreas de risco. Quando a água invade uma casa, os prejuízos vão muito além da perda de móveis: podem envolver a interrupção da energia e do abastecimento, além do aumento de doenças provocadas pela água contaminada.

 

A desigualdade também está presente na exposição ao calor extremo. Trabalhadores que precisam permanecer nas ruas, na construção civil, em serviços de entrega estão mais expostos às altas temperaturas, muitas vezes sem condições adequadas de proteção.