Brasil coloca o tarifaço no bolso
O desempenho derruba por terra as tarifas de Donald Trump, que para beneficiar Flávio Bolsonaro, sobretaxou os produtos nacionais.
Por Julia Portela
O Brasil avança na construção de uma política comercial soberana, enquanto as exportações de soja e petróleo impulsionam as contas externas do país. A Associação de Comércio Exterior do Brasil revisou para US$ 94 bilhões a projeção de superávit comercial para 2026, alta de 38% em relação aos US$ 68,186 bilhões registrados em 2025. O resultado é puxado principalmente pelo crescimento das exportações de petróleo e soja.
O desempenho derruba por terra as tarifas de Donald Trump, que para beneficiar Flávio Bolsonaro, sobretaxou os produtos nacionais. Na prática, o tarifaço pode atingir parte das relações comerciais com os Estados Unidos, mas não impede a expansão das exportações brasileiras. Ao contrário do que deseja a extrema-direita fascinazista.
O governo brasileiro mostra que diversificar parceiros, ampliar mercados e fortalecer a soberania nacional são caminhos para enfrentar a chantagem comercial e impedir que decisões de uma potência estrangeira determinem os rumos da economia brasileira.


