Bancários sob pressão

Atualmente, os transtornos mentais e comportamentais representam mais da metade dos afastamentos no setor bancário, percentual muito acima da média nacional.

Por Caio Ribeiro

Os transtornos mentais são a principal causa de afastamento entre bancários no Brasil e os números seguem crescendo de forma alarmante. Dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos) apontam aumento de 168% nas licenças por doenças psicológicas na categoria nos últimos 10 anos, cenário impulsionado pela pressão por metas, assédio moral, sobrecarga de trabalho e insegurança profissional.

 

Atualmente, os transtornos mentais e comportamentais representam mais da metade dos afastamentos no setor bancário, percentual muito acima da média nacional. Ansiedade, depressão, síndrome de burnout e transtornos relacionados ao estresse aparecem entre os principais diagnósticos.

 

Levantamentos nacionais também mostram o impacto direto das condições de trabalho na saúde. A maioria dos bancários relata preocupação constante com o trabalho, cansaço extremo, crises de ansiedade e desmotivação, reflexo de um modelo de gestão cada vez mais adoecedor.

 

Diante desse cenário, o movimento sindical reforça a importância da organização na luta por condições dignas de trabalho, combate ao assédio e redução das metas abusivas. A defesa da saúde mental dos bancários é hoje uma das principais pautas da categoria.