No BB, inclusão, igualdade e soluções para o endividamento
Durante a segunda rodada de negociação, nesta sexta-feira (17/07), a CEBB reivindicou a ampliação das possibilidades de teletrabalho para PCDs que necessitem da modalidade e seja assegurado acompanhamento para garantir a adaptação dos trabalhadores, além do abono das horas necessárias para tratamentos, terapias e consultas médicas.
Por Ana Beatriz Leal
Para garantir o Banco do Brasil como instituição ainda mais inclusiva, que respeita as diferenças, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB cobrou a cumulatividade dos benefícios das pessoas com deficiência com o auxílio-creche/babá, licença de até 15 dias por ano para acompanhamento de dependentes com deficiência, sem limite de idade, em consultas e tratamentos médico-odontológicos e um Censo da Pessoa com Deficiência.
Durante a segunda rodada de negociação, nesta sexta-feira (17/07), a CEBB reivindicou a ampliação das possibilidades de teletrabalho para PCDs que necessitem da modalidade e seja assegurado acompanhamento para garantir a adaptação dos trabalhadores, além do abono das horas necessárias para tratamentos, terapias e consultas médicas.
Outra proposta apresentada na mesa é o incentivo à participação feminina na área de Tecnologia, além da ampliação da proteção às mulheres em situação de violência doméstica, com a garantia de afastamento de até seis meses, sem necessidade de encaminhamento ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e com preservação do cargo na volta ao trabalho por, pelo menos, um ano.
A representação dos funcionários do BB também quer a criação de licença parental para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada a duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou da remuneração, garantindo condições para o exercício da parentalidade. Foi reivindicada ainda a equiparação da união estável ao casamento para fins de concessão dos benefícios previstos no Acordo Coletivo de Trabalho.
O BB acenou positivamente para as demandas apresentadas e informou que vai avalia-las antes de apresentar uma resposta. A direção afirmou que trabalha com a meta de alcançar a paridade de gênero nos cargos de liderança até 2030. Segundo o banco, as mulheres representam 50% do Conselho de Administração, 44% do Conselho Diretor e 25% da Diretoria Executiva. A empresa destacou que tem promovido programas de desenvolvimento para ampliar a participação feminina em áreas estratégicas, como Tecnologia.
Sobre o endividamento, a comissão propôs uma linha de crédito específica destinada a funcionários com dívidas, em atrasos ou não, cujas prestações mensais ultrapassem 30% do salário bruto.
O movimento sindical defende que a linha tenha condições semelhantes às praticadas na primeira faixa do programa Minha Casa, Minha Vida, com juros em torno de 4,5% ao ano, além de carência de 90 a 120 dias para o início do pagamento, podendo ser reduzida mediante solicitação do trabalhador. Para esta questão, o banco também afirmou estudar saídas para enfrentar o problema.
A revisão de mecanismos de monitoramento da produtividade foi outro tema levado à negociação. É preciso extinguir o controle individual do tempo de atendimento e dos atuais instrumentos de acompanhamento do trabalhador.
As entidades defenderam a participação dos funcionários na construção e no aperfeiçoamento das ferramentas. Assim será possível ter indicadores mais justos, transparentes e compatíveis com a realidade do trabalho.


