Fenaban enrola e se cala
Um início que escancara a velha estratégia de empurrar a negociação com a barriga, enquanto direitos são colocados em pauta e ignorados.
Por Julia Portela
A oitava rodada de negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários já começa marcada pelo silêncio e pela falta de disposição dos banqueiros para avançar. Após os informes do Comando sobre as plenárias, o resultado das assembleias e a forte pressão que vem das bases, a Fenaban se limitou a questionar o que foi discutido pelos bancários e, em seguida, pediu o primeiro intervalo da mesa, sem apresentar qualquer resposta ou proposta.
Um início que escancara a velha estratégia de empurrar a negociação com a barriga, enquanto direitos são colocados em pauta e ignorados. O comportamento da Fenaban é um desrespeito à categoria e ao próprio processo de negociação.
Enquanto cerca de 50 mil bancários participaram das assembleias e rejeitaram em massa a proposta de reajuste escalonado, os banqueiros parecem preferir o silêncio ao diálogo e a enrolação à construção de uma proposta decente. O recado da categoria, porém, já foi dado: não haverá paciência infinita para quem lucra bilhões e trata direitos como obstáculos.


