Proposta do BNB é insuficiente. Sindicato indica rejeição
Das 88 cláusulas da pauta de reivindicações, o Banco do Nordeste não deu resposta para três temas consideradas prioritários, como a reclassificação de agências, aumento do teto da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários para sete salárias e a adequação do custeio da Camed com base na CGPAR 52, a qual estabelece que o patrocinador assuma até 70% do plano de saúde.
Por Rogaciano Medeiros
Para a assembleia virtual de 24 horas que acontece das 19h de quinta-feira (03/09) até as 19h de sexta (04/09), o Sindicato dos Bancários da Bahia indica rejeição à última contraproposta apresentada pelo BNB com a Comissão Nacional das Funcionárias e dos Funcionários, realizada sábado, em São Paulo, por considera-la insuficiente.
Das 88 cláusulas da pauta de reivindicações, o Banco do Nordeste não deu resposta para três temas consideradas prioritários, como a reclassificação de agências, aumento do teto da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários para sete salárias e a adequação do custeio da Camed com base na CGPAR 52, a qual estabelece que o patrocinador assuma até 70% do plano de saúde.
A contraproposta do banco para 2026 e 2027 mantém a regra que permite destinar até 48% dos dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio) para a PLR. A preservação evita a perda de uma conquista obtida pelos trabalhadores em 2024 e mantém um mecanismo de participação nos resultados vinculado à distribuição de dividendos e JCP.
A proposta assegura ainda as condições previstas na negociação com a Fenaban: o módulo com distribuição de até 9% do lucro líquido mediante o cumprimento das metas estabelecidas, e o módulo de metas sociais, com distribuição de até 3% do lucro líquido, também condicionada ao atendimento das metas.
Ficou definido o encaminhamento da proposta de revisão do Plano de Cargos e Remuneração, construída de forma paritária entre o banco e a representação dos trabalhadores. A revisão atende a uma reivindicação histórica dos funcionários. Também será criada uma mesa temática para discutir a revisão do Plano de Funções, abrindo espaço para o debate sobre distorções e critérios do modelo atualmente adotado.
A contraproposta garante a manutenção da 13ª cesta alimentação, reajustes de salários, vales e demais direitos conforme a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) 2026/2028, além da antecipação de benefícios referentes a setembro de 2026.
Entre as medidas específicas, está a não incidência de Imposto de Renda sobre o auxílio-creche, além da concessão automática do benefício após o término da licença-maternidade ou paternidade.
A negociação tratou de temas relacionados à carreira e às condições de trabalho, entre os quais o aprimoramento dos critérios de promoção, mudanças na concorrência interna, pontuação para integrantes da CIPA e da Comissão de Ética, criação de simulador de folha de pagamento para mudanças de função e aperfeiçoamentos no sistema de ponto eletrônico.
Na área de diversidade, a proposta inclui a certificação obrigatória em Diversidade e Mediação para gestores principais, treinamento sobre violência doméstica, ampliação de ações de inclusão e a implementação do programa Retomar voltado à reintegração profissional após a licença-maternidade.
Em saúde e bem-estar, está mantida a isenção de coparticipação na Camed para exames e consultas preventivas de câncer, entre outubro e dezembro, contemplando exames como papanicolau, mamografia e PSA, além de consultas com ginecologista, mastologista e urologista, conforme os critérios estabelecidos na proposta.
Na educação, o BNB propõe que novo patrocínio para capacitação seja feito dentro do prazo mínimo de 10 anos, além da inamovibilidade dos delegados sindicais, assim como garantida a renovação das cláusulas do ACT vigente e da manutenção do BNB como signatário da Mesa Única de Negociação com a Fenaban.


