Bancários do BB e da Caixa avaliam greve
De forma responsável e transparente, o Sindicato expôs a situação da greve em âmbito nacional, avaliou os cenários e esclareceu os pontos das propostas, evidenciando o respeito à decisão soberana da categoria nas assembleias, que teve início às 19h.
Por Ana Beatriz Leal
Reunidos do Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários da Bahia, na ladeira dos Aflitos, nesta quinta-feira (10/09), os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa avaliaram o primeiro dia da greve. A entidade garantiu um espaço democrático para apresentação, análise e debate das propostas negociadas.
De forma responsável e transparente, o Sindicato expôs a situação da greve em âmbito nacional, avaliou os cenários e esclareceu os pontos das propostas, evidenciando o respeito à decisão soberana da categoria nas assembleias, que teve início às 19h.
Para a Caixa, a orientação é pela rejeição da proposta, considerada insuficiente pela base, portanto, continuidade da greve. Importante frisar que o banco informou que a proposta é válida até esta sexta-feira (11/09). A empresa colocou uma ameaça na mesa. Segundo a instituição, caso os termos não sejam aprovados pelos empregados dentro do prazo, retirará a proposta e ingressará com dissídio coletivo, o que significa que as questões não seriam mais definidas por meio de negociação entre as partes, mas por decisão judicial.
Na Caixa, a proposta mantém as cláusulas negociadas este ano e apresenta medidas relacionadas ao Saúde Caixa, remuneração e reconhecimento dos empregados. Entre os pontos está o pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), dos valores referentes ao Super Caixa e de um abono de R$ 3 mil por empregado, condicionado ao atingimento do IEO (Índice de Eficiência Operacional), que, segundo o banco, já foi alcançado.
A proposta também prevê o aumento da participação do banco no custeio do Saúde Caixa, de 6,5% para 8%, além de R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027. Prevê ainda grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano, as fontes de custeio e a possibilidade de destinar parte do lucro relacionado à produtividade para a assistência médica.
No Banco do Brasil, o Sindicato orienta a aprovação, diante do cenário nacional e a possibilidade de isolamento da Bahia, e o fim do movimento paredista. A proposta reúne avanços em diferentes áreas. Está previsto o pagamento de R$ 3 mil referente à Campanha de Adimplência 2026 e o crédito da PLR em até 72 horas após a assinatura do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) por todas as bases. Também foram apresentadas medidas relacionadas à Cassi, com o adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados, além do compromisso de priorizar a contratação da Cassi para atendimento do SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho), quando possível.
Na área de carreira, o BB se compromete a realizar estudos para revisão dos critérios do PCR (Plano de Carreira e Remuneração). A proposta prevê ainda a ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias e o reajuste de 15% no auxílio para filhos com deficiência, que passa para R$ 874,55.
Entre as cláusulas sociais, também estão a estabilidade na função comissionada por seis meses para empregados que retornarem de afastamento pela Lei Maria da Penha, políticas afirmativas que priorizam mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos, abono da ausência em 31 de dezembro de 2026 e licença de oito dias na formalização de união estável.
O acordo do BB contempla ainda medidas para PCDs, como financiamento sem juros em até 96 meses para pais de filhos com deficiência; melhorias para funcionários da Central de Relacionamento; abono de até cinco dias para deslocamento e realização de provas da Anbima; indenização por morte decorrente de assalto de até R$ 550,5 mil; revisão de exames complementares para doenças crônicas e apresentação de um novo modelo para enfrentamento do endividamento dos funcionários.
Assembleias
Após os debates realizados na plenária, os funcionários do BB e da Caixa da base do Sindicato deliberam sobre a continuidade ou não da greve em assembleia virtual, que acontece nesta quinta-feira (10/09), das 19h às 22h. A participação dos bancários é fundamental para definir os próximos passos da mobilização.


