Uma lição para ficar na História
E como não poderia deixar de ser, a ditadura se revelou uma grande fraude, tremenda fake news, como se diz atualmente, na política, na economia, no social, na cultura, enfim, infelicitou o Brasil e os brasileiros por mais de duas décadas. Porém, como “não há mal que sempre dure”, a resistência democrática derrotou o arbítrio com a proclamação da Constituição Cidadã, em 5 de outubro de 1988.
Por Rogaciano Medeiros
Para início de conversa, é sempre bom lembrar que o golpe empresarial-militar que por 21 anos (1964-1985) sequestrou, torturou, matou e ocultou cadáveres, ocorreu mesmo em 1º de abril e não 31 de março, como tenta vender para a opinião pública a historiografia oficial golpista, sustentada pela mídia corporativa. A data foi alterada para fugir do Dia da Mentira.
E como não poderia deixar de ser, a ditadura se revelou uma grande fraude, tremenda fake news, como se diz atualmente, na política, na economia, no social, na cultura, enfim, infelicitou o Brasil e os brasileiros por mais de duas décadas. Porém, como “não há mal que sempre dure”, a resistência democrática derrotou o arbítrio com a proclamação da Constituição Cidadã, em 5 de outubro de 1988.
Pois é, prevaleceu a música de Chico Buarque, lançada em pleno regime de exceção, que dizia: “Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia”. Ao custo de 434 mortos e desaparecidos, dos quais 144 corpos nunca foram devolvidos às famílias, e mais de 8.300 indígenas assassinados, a democracia venceu e, com muitas dificuldades, se mantém e até evolui.
O vício golpista das elites nativas se manifestou novamente com a criminosa Lava Jato, assustou a nação com o impeachment de Dilma sem comprovado crime de responsabilidade em 2016, na prisão sem provas de Lula em 2018 e chegou ao auge na conspiração para golpe de Estado fracassada por Jair Bolsonaro e generais. De novo a democracia venceu, colocou os golpistas no banco dos réus, os condenou e prendeu. Uma lição para ficar na História.
