Desmatamento cai e enfrenta a lógica do lucro

Ano passado, o Brasil reduziu em 42% a perda de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas.

Por Julia Portela

Queda no desmatamento reafirma o papel do Estado na proteção do meio ambiente. Ano passado, o Brasil reduziu em 42% a perda de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas, segundo balanço do Global Forest Watch, divulgado nesta quarta-feira (29/04) pelo World Resources Institute.

 

Mesmo com o avanço, ainda foram perdidos 1,6 milhão de hectares, reflexo direto de anos de incentivo à devastação nos governos Temer e Bolsonaro, com desmatamento, corte raso e degradação ambiental tratados como estratégia econômica dos reacionários no Congresso Nacional. A redução, portanto, não apaga o prejuízo deixado por uma agenda que transformou a destruição em política.

 

Estados como Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima concentraram mais de 40% da redução e reforça a centralidade desses territórios na disputa entre preservação e exploração predatória.

 

O cenário evidencia que a lógica ultraliberal, sustentada por setores da extrema direita, prioriza o mercado mesmo que custe a vida, a saúde e o equilíbrio ambiental. A recuperação dos índices de preservação mostra na prática que, quando há enfrentamento político e intervenção estatal, é possível romper com o modelo que coloca o lucro acima do povo e transforma o patrimônio natural em mercadoria.