Brasil do emprego e renda

A maioria dos vínculos é de celetistas, que totalizam 46,1 milhões, seguido pelos estatutários (regime do setor público), com 12,6 milhões. A verdade é que, além do dinheiro para pagar as contas no fim do mês, comprar o gás e botar comida na mesa, o trabalhador quer segurança.

Por Ana Beatriz Leal

Em meio ao debate sobe pejotização, modalidade defendida pelo setor patronal que precariza as relações de trabalho e retira direitos, o emprego formal tem crescido no país. O Brasil fechou o ano passado com estoque de 59,9 milhões de vagas de carteira assinada, crescimento de 5% na comparação com 2024. O número representa elevação de 2,8 milhões de vínculos em um ano.

 

A maioria dos vínculos é de celetistas, que totalizam 46,1 milhões, seguido pelos estatutários (regime do setor público), com 12,6 milhões. A verdade é que, além do dinheiro para pagar as contas no fim do mês, comprar o gás e botar comida na mesa, o trabalhador quer segurança. Direitos e benefícios garantidos. Conquistas que se esvaem pelo ralo quando o contrato é PJ (Pessoa Jurídica). O discurso de que o trabalhador é o seu próprio patrão é ilusório.

 

Quando se trata da criação de postos, o Nordeste se destacou com 11,6 milhões de empregos, além do Norte, com 3,8 milhões. Em números absolutos, o Sudeste ainda é a maior região empregadora, com estoque de 28,4 milhões de vínculos formais.

 

Os números da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, são resultados dos esforços da democracia social para empregar a população, ampliar a renda e promover mais dignidade à população.