Trajetória positiva nas negociações salariais 

Em abril, 94% tiveram reajustes acima da inflação, com variação real média de 1,39% superior ao índice inflacionário medido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Por Ana Beatriz Leal

Fruto da mobilização do movimento sindical, as negociações coletivas são ferramentas importantes para recomposição salarial. Depois de um passado recente de arrocho, quando os governos Temer e Bolsonaro barbarizaram o país e as relações trabalhistas, o Brasil volta a ter uma trajetória positiva. Em abril, 94% tiveram reajustes acima da inflação, com variação real média de 1,39% superior ao índice inflacionário medido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
 

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), do total de 92 reajustes da data-base registradas até 8 de maio, 93,5% resultaram em aumentos reais aos salários, enquanto 4,3% recompuseram o poder de compra e 2,2% ficaram abaixo da inflação.
 

Observados os dados de janeiro a abril, 90% das negociações analisadas resultaram em ganhos acima do INPC. 
 

O melhor desempenho foi registrado pelo setor de serviços, quase 92% das negociações tiveram ganhos reais. Depois surge o meio rural, com 90%; indústria, com 89% e comércio, com 86%. 
 

Os bancários, que estão inseridos no setor mais lucrativo da economia nacional, se preparam para a campanha salarial e as negociações com os bancos, que têm atacado ofensivamente os direitos e o emprego, sobretudo com os avanços tecnológicos. Com data-base em 1º de setembro, a categoria está em fase de discussão e definição da pauta de reivindicações.