Déficit habitacional atinge mínimo histórico no Brasil

O índice de famílias sem moradia própria caiu para 7,6%, nível mais baixo já registrado desde o início da série histórica, em 2009, com o programa Minha Casa, Minha Vida.

Por Caio Ribeiro

Mais uma prova do quanto a democracia social faz bem para o povo brasileiro. O Brasil atingiu, em 2023, o menor déficit habitacional da história, segundo dados da Fundação João Pinheiro, divulgados pelo Ministério das Cidades. O índice de famílias sem moradia própria caiu para 7,6%, nível mais baixo já registrado desde o início da série histórica, em 2009, com o programa Minha Casa, Minha Vida.

 

O resultado está diretamente ligado à retomada e ampliação das políticas públicas habitacionais no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estagnado no governo Bolsonaro (2019-2022) e relançado em 2023, o Minha Casa, Minha Vida voltou a contratar em larga escala, superando 1,7 milhão de unidades habitacionais, além de reduzir juros, ampliar subsídios e facilitar o acesso ao financiamento para famílias de baixa renda.

 

Além disto, o programa passou a contemplar também setores da classe média, ampliando seu alcance e fortalecendo o mercado habitacional. Dados recentes apontam ainda queda no déficit absoluto, que passou de 6,21 milhões de moradias em 2022 para 5,97 milhões em 2023, consolidando uma tendência de redução do problema no país.

 

O avanço reforça a importância de políticas públicas estruturantes para garantir o direito à moradia e dinamizar a economia, especialmente em regiões historicamente mais afetadas pelo déficit habitacional, como Norte e Nordeste. A continuidade dos investimentos e a expansão do programa são apontadas como fundamentais para aprofundar a redução das desigualdades sociais no Brasil.