Emprego no centro da segunda negociação
No encontro de terça-feira (07/07), em São Paulo, o movimento sindical vai cobrar medidas efetivas para conter as demissões, garantir a manutenção dos postos de trabalho e impedir o fechamento de agências.
Por Ana Beatriz Leal
A defesa do emprego será o tema central da segunda rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). No encontro de terça-feira (07/07), em São Paulo, o movimento sindical vai cobrar medidas efetivas para conter as demissões, garantir a manutenção dos postos de trabalho e impedir o fechamento de agências.
Os números evidenciam a urgência da pauta. Somente em 2025, os bancos eliminaram 8.910 postos de trabalho, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em 2024, o setor já havia encerrado 6.198 vagas.
O quadro é ainda mais preocupante quando analisado em um período maior. Desde 2020, cerca de 26 mil empregos bancários foram extintos. As demissões e o fechamento de unidades afetam, obviamente, os trabalhadores. Mas, o prejuízo vai além. O atendimento humanizado à população fica inviabilizado ou drasticamente reduzido.
O contraste entre os cortes de pessoal e o balanço dos bancos reforça a reivindicação da categoria. Em 2025, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa, juntos, registraram lucro de R$ 123,8 bilhões. Ou seja, as empresas têm capacidade financeira para preservar empregos e investir em melhores condições de trabalho.
Como parte da mobilização da campanha salarial, a orientação é que o movimento sindical realize atividades, presenciais e nas redes sociais, na segunda-feira (06/07).
A categoria precisar permanecer atenta, participar das mobilizações e acompanhar o andamento das negociações. A união e o engajamento dos bancários serão decisivos para fortalecer a luta em defesa do emprego, dos direitos e de uma campanha salarial.


