Negociação da Caixa foca em PFG, PCS e PSI

Na rodada de negociação desta quinta-feira (23/07), a CEE enfatizou a necessidade de o banco atualizar a estrutura de carreira da Caixa, com novos PFG (Plano de Funções Gratificadas) e PCS (Plano de Cargos e Salários), além de regras objetivas, transparentes e democráticas para os PSIs (Processos Seletivos Internos).

Por Ana Beatriz Leal

As melhorias nas condições de trabalho dos empregados da Caixa têm atenção especial do movimento sindical e não por acaso possuem relação direta com a saúde do trabalhador. Na rodada de negociação desta quinta-feira (23/07), a CEE enfatizou a necessidade de o banco atualizar a estrutura de carreira, com novos PFG (Plano de Funções Gratificadas) e PCS (Plano de Cargos e Salários), além de regras objetivas, transparentes e democráticas para os PSIs (Processos Seletivos Internos).
 

A Comissão Executiva de Empregados também cobrou a inclusão de cláusula específica sobre teletrabalho no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho). Criticou de forma firme o modelo de atendimento “figital”, no qual empregados das agências físicas têm de conciliar simultaneamente o atendimento presencial e o digital, através do Genesys, o que aumenta a pressão e afeta o atendimento à população. A Caixa precisa apresentar estudos sobre os impactos da ferramenta, à luz da NR-1, que versa sobre riscos psicossociais. 
 

Sobre diversidade, a instituição apresentou alguns dados cobrados pela CEE. Do total de empregados, 44,25% são mulheres, no entanto, somente 29,12% ocupam cargos de chefias nas unidades. 
 

As empregadas representaram 40,91% das designações para chefia de unidade em 2026, já os homens, 59,09%. O tempo médio para atingir a primeira chefia também é maior para elas: 4.375 dias, contra 3.913 dias para eles.
 

Sub-representação também de pessoas negras em níveis de chefia. As pardas aparecem com 24,20% e pessoas pretas com 4,11%. Na chefia de unidade, os índices são 21,09% e 3,21%, respectivamente.
 

O banco também apresentou informações sobre o Saúde Caixa. Entre 2023 e fevereiro de 2026, foram 20.056 adesões, 35.446 cancelamentos e saldo líquido negativo de 15.390 vidas no plano.
 

Em relação aos empregados contratados após 2018, do total de 13.929 nesta condição, 12.324 estão no Saúde Caixa, o que representa 88,5% da base. Outros 916 nunca aderiram e 689 cancelaram o plano.
 

A Caixa reconheceu que o fim do teto dos gastos permite a retomada do modelo de custeio 70/30, no qual 70% dos custos são arcados pelo banco e 30% pelos empregados, garantindo sustentabilidade da assistência médica por pelo menos dois anos. 
 

A fim de ampliar a mobilização, o movimento sindical realiza Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho, na segunda-feira (27/07). Na sexta-feira (31/07), acontece a próxima rodada. O diretor do Sindicato da Bahia, Érico Jesus, participou da negociação.