Bancários param. É pressão na Fenaban

Na base do Sindicato dos Bancários da Bahia, centenas de agências aderiram à mobilização, em Salvador e também no interior. A expressiva adesão mostra o descontentamento com o encaminhamento das negociações, marcadas pelo desrespeito e até ameaça por parte dos bancos.

Por Rose Lima

A força da categoria apareceu nas ruas e nas portas fechadas das agências. A paralisação nacional de 24 horas realizada nesta quinta-feira teve forte adesão dos bancários na Bahia, com unidades fechadas em Salvador e no interior do Estado.

 

Na base do Sindicato dos Bancários da Bahia, centenas de agências aderiram à mobilização, em Salvador e também no interior. A expressiva adesão mostra o descontentamento com o encaminhamento das negociações, marcadas pelo desrespeito e até ameaça por parte dos bancos.

 

A paralisação acontece após oito encontros entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), sem que as empresas tenham apresentado proposta capaz de atender às principais reivindicações. A categoria agora deu o recado e aguarda mudança de postura na rodada marcada para segunda-feira.

Com data-base em 1º de setembro, os bancários reivindicam a reposição da inflação do período, acrescida de 5% de aumento real, além da defesa do emprego, combate às demissões e manutenção da rede de atendimento.

 

Dados do Banco Central mostram que o Brasil passou de 23.154 agências em março de 2015 para 15.529 em 2025. São 7.625 unidades a menos, corte de 32,9% da estrutura física.

 

Na Bahia, os números também são expressivos. Levantamento feito pelo Sindicato, com base em informações do Dieese, aponta que o Estado tinha 1.095 agências em 2016 e chegou a 756 em novembro de 2025. Em menos de uma década, foram 339 unidades a menos, quase um terço da rede.

 

O quadro de pessoal também diminui. Somente nos seis primeiros meses de 2026, a Bahia perdeu 259 postos de trabalho bancário.