Baixa presença feminina na política
Apesar de serem maioria da população, elas continuam sub-representadas nas instâncias decisórias, o que evidencia um desequilíbrio estrutural que compromete a pluralidade e a legitimidade do sistema político.
Por Caio Ribeiro
A ausência de mulheres nos espaços de poder segue como um dos principais limites da democracia brasileira. Apesar de serem maioria da população, elas continuam sub-representadas nas instâncias decisórias, o que evidencia um desequilíbrio estrutural que compromete a pluralidade e a legitimidade do sistema político.
Dados recentes da UIP (União Interparlamentar) e da ONU (Organização das Nações Unidas) apontam que o Brasil ocupa apenas a 133ª posição no ranking global de participação feminina nos parlamentos. Na Câmara dos Deputados, as mulheres ocupam cerca de 18% das cadeiras, enquanto no Senado esse número não chega a 20%, índices bem abaixo da média das Américas.
Mesmo com a existência de cotas eleitorais, a presença feminina ainda esbarra em barreiras como falta de financiamento, baixa visibilidade e desigualdade dentro dos partidos. Na prática, muitas candidaturas são lançadas apenas para cumprir a legislação, sem o devido apoio político, o que mantém a exclusão das mulheres dos espaços de decisão.
Ampliar a participação das mulheres na política é condição fundamental para fortalecer a democracia. Sem equidade de gênero no poder, o país segue reproduzindo desigualdades históricas e limitando a construção de políticas públicas mais justas e representativas.


