Igualdade salarial ganha reforço no STF

A lei estabelece mecanismos para garantir remuneração igual para funções equivalentes, além de exigir mais transparência das empresas.

Por Rose Lima

As empresas tentaram barrar, mas não conseguiram. O direito à igualdade salarial entre homens e mulheres está garantido no Brasil. O STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou a validade da Lei da Igualdade Salarial e manteve a obrigação de empresas com mais de 100 empregados publicarem relatórios de transparência sobre salários e critérios de remuneração.


A decisão foi tomada no julgamento das ações movidas por entidades patronais que questionavam trechos da legislação, aprovada para enfrentar uma desigualdade histórica no mercado de trabalho.


Na prática, a lei estabelece mecanismos para garantir remuneração igual para funções equivalentes, além de exigir mais transparência das empresas. Os relatórios devem ser divulgados a cada seis meses, preservando dados pessoais conforme estabelece a Lei Geral de Proteção de Dados, mas permitindo identificar possíveis distorções salariais entre os gêneros.


A decisão do STF reforça que igualdade salarial é direito constitucional. E mais, deixa claro que combater a discriminação exige transparência, já que diferenças injustificadas de remuneração muitas vezes permanecem invisíveis dentro dos ambientes de trabalho.


A desigualdade salarial de gênero ainda é uma realidade persistente, inclusive no sistema financeiro, onde mulheres frequentemente enfrentam barreiras para ascensão profissional, menor valorização e diferenças de remuneração, mesmo ocupando funções semelhantes às dos homens.