Proteção à mulher no metrô é limitada

Apesar do benefício da iniciativa, as ocorrências não possuem data ou prazo para acabar. Casos de assédio ou importunação sexual no metrô acontecem diariamente na capital baiana e em todo o país. Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão revela que 97% das mulheres já foram assediadas em meios de transporte.

Por Juliana Ambrozi

A Iniciativa da CCR Metrô Bahia em promover mais proteção às mulheres que utilizam o transporte tem data para acabar: dia 28 agosto. A CCR e a Polícia Civil iniciou, nesta segunda-feira, a campanha do Agosto Lilás, que inclui atendimento especializado, orientação e registro de ocorrências de violência contra a mulher, incluindo os casos de assédio sexual sofridos dentro do próprio veículo, além do tão almejado Vagão Feminino.

 

Ao logo deste mês, nas quartas-feiras, das 8h às 13h, a Delegacia Móvel estará presente em diferentes estações, como o Terminal Acesso Norte, Estação de Pirajá, Estação da Lapa e Terminal Mussurunga.

 

Apesar do benefício da iniciativa, as ocorrências não possuem data ou prazo para acabar. Casos de assédio ou importunação sexual no metrô acontecem diariamente na capital baiana e em todo o país. Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, revela que 97% das mulheres já foram assediadas em meios de transporte.

 

Medidas como estas já são uma constante em outros estados, à exemplo do Rio de Janeiro, que implementou o Vagão Feminino desde 2006, e são mecanismos necessários para promover maior conforto e segurança para as mulheres no dia-a-dia.

 

O prazo de validade instituído pelos idealizadores do projeto em Salvador abre espaço para o debate: por que iniciativas como estas só são relevantes durante o mês da campanha e o que impede a continuidade das ações em prol da segurança das mulheres que utilizam os serviços da CCR Metrô Bahia?