Cesta básica pesa mais no bolso do trabalhador
A maior alta foi registrada em Natal (3,52%). Em seguida aparecem João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%).
Por Caio Ribeiro
O custo da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras no mês de fevereiro, segundo levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese. Em outras 12 capitais e no Distrito Federal houve queda, mas no balanço geral o resultado mostra pressão contínua sobre o custo da alimentação no país.
A maior alta foi registrada em Natal (3,52%). Em seguida aparecem João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Entre os principais responsáveis pelo aumento estão itens essenciais como o feijão, que ficou mais caro em quase todo o país, e a carne bovina de primeira, que também registrou alta em diversas capitais.
Em valores absolutos, a cesta básica mais cara foi registrada em São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro, Florianópolis e Cuiabá. Já nas capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram observados em Aracaju, Porto Velho, Maceió e Recife.
O Dieese também estima que, para garantir as despesas básicas de uma família, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7.164,94, cerca de 4,4 vezes maior do que o mínimo atual de R$ 1.621,00. O dado evidencia o peso dos alimentos no orçamento das famílias e o desafio para trabalhadores que enfrentam a alta do custo de vida.
