Crédito popular é a saída para milhões

Os números reforçam que o governo Lula acertou ao criar políticas públicas capazes de enfrentar a forte concentração bancária e ampliar o acesso da população a crédito com taxas mais justas.

Por Julia Portela

Os dados do Programa Crédito do Trabalhador revelam uma contradição estrutural do sistema financeiro brasileiro. Enquanto os grandes bancos registram lucros bilionários sustentados por juros elevados, milhões de brasileiros dependem de políticas públicas para conseguir crédito em condições minimamente justas.

 


Desde março de 2025, foram liberados R$ 117,1 bilhões em empréstimos por meio do programa. O número mostra o tamanho da exclusão no acesso ao crédito no Brasil. Entre março e dezembro do ano passado, foram contratados R$ 94,2 bilhões. Em 2026, até 17 de março, o volume alcançava R$ 26,3 bilhões. Somente em janeiro foram R$ 13,1 bilhões, o maior patamar mensal desde a criação da iniciativa.

 


Os números reforçam que o governo Lula acertou ao criar políticas públicas capazes de enfrentar a forte concentração bancária e ampliar o acesso da população a crédito com taxas mais justas. Na prática, o programa se consolidou como alternativa concreta a um mercado que empurra trabalhadores para modalidades mais caras, como o cheque especial e o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), além de expô-los, em muitos casos, à informalidade e à ação de agiotas.

 


Ao oferecer crédito com mais segurança e previsibilidade, o programa rompe, ainda que parcialmente, com a lógica de exploração financeira que penaliza quem vive do próprio trabalho. Ao longo de um ano, foram firmados 20.942.414 contratos, beneficiando 9.474.437 trabalhadores.