Assédio é a marca do Santander

A rotina dos funcionários é de medo. As ameaças de demissão são constantes. Além disso, precisam lidar com a insegurança, já que o Santander removeu as portas giratórias das agências, mandando para a categoria de loja, só para burlar a legislação. Paralelamente, mais unidades são fechadas, 14 em 10 anos (2016/2025).

Por Itana Oliveira

Mais uma vez, o movimento sindical volta a denunciar o peso do assédio no dia a dia de trabalho no Santander. Nesta quinta-feira (16/04), o Sindicato dos Bancários e a Federação da Bahia e Sergipe realizaram um protesto na unidade da avenida Tancredo Neves, em Salvador, levando à sociedade um alerta: por trás das portas das agências, o que se vê é um ambiente marcado por pressão, desrespeito e adoecimento.


A rotina dos funcionários é de medo. As ameaças de demissão são constantes. Além disso, precisam lidar com a insegurança, já que o Santander removeu as portas giratórias das agências, mandando para a categoria de loja, só para burlar a legislação. Paralelamente, mais unidades são fechadas, 14 em 10 anos (2016/2025).


Somente no ano passado, o banco desativou 8 agências, segundo dados do Dieese (Departamento Sindical de Estatística e Estudos Socioeconômico). Enquanto isso, o “Santander destina milhões para patrocinar grandes eventos, em paralelo ao colapso dos trabalhadores, diagnosticados com ansiedade, depressão e crises de pânico”, denunciou o diretor Claudevir Costa.


A pressão ultrapassa qualquer limite de respeito. “O assédio virou modelo de gestão, e isso tem adoecido, gerado medo e silenciado muita gente. Não dá para tratar como normal. É preciso responsabilizar o banco”, finalizou o diretor de Comunicação do Sindicato, Adelmo Andrade.