Na Caixa, respostas vazias

Sobrecarga de trabalho, pressão por metas, reestruturação que afetam a remuneração variável dos empregados sem diálogo com o movimento sindical têm mexido com todo o quadro de pessoal da Caixa. Há diversos relatos de adoecimento e afastamento das atividades em decorrência dessa política de gestão.

Por Redação

Sobrecarga de trabalho, pressão por metas, reestruturação que afetam a remuneração variável dos empregados sem diálogo com o movimento sindical têm mexido com todo o quadro de pessoal da Caixa. Há diversos relatos de adoecimento e afastamento das atividades em decorrência dessa política de gestão.


Pesquisa feita pelas entidades recentemente revela um cenário alarmante – 32% relatam ameaça constante de descomissionamento. O percentual sobe para 45% entre aqueles de 40 a 49 anos de idade, 37% têm diagnóstico de problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, enquanto 61% não percebem apoio adequado da empresa.


A implementação das plataformas PJ também é alvo de críticas por falta de negociação, condições precárias, equipes insuficientes, ausência de treinamento e pressão por metas. Trabalhadores do atendimento à Pessoa Física estariam sendo deslocados para novas funções sem preparo nem estrutura. Problema ainda com caixas e tesoureiros, que seguem sem solução. 


Cobrada em negociação na semana passada, a direção do banco se limitou a informa que avalia demandas ligadas ao SuperCaixa, pretende aprimorar modelos de atendimento e gestão e estuda alternativas para caixas e tesoureiros. As respostas são insuficientes e vazias. A CEE (Comissão Executiva dos Empregados) estuda medidas.