Reunião debate impactos do desmonte no Santander

Apenas no primeiro trimestre de 202, foram fechadas 63 unidades. Desde 2019, o Santander encerrou 2.018 postos de atendimento, sendo 1.460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs, segundo dados do banco.

Por Julia Portela

O desmonte promovido pelo Santander segue prejudicando bancários e clientes em todo o país. O fechamento acelerado de agências, impulsionado pela lógica do lucro, foi novamente alvo de cobrança da COE (Comissão de Organização dos Empregados), durante reunião realizada nesta quarta-feira (13/05), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. 


Os representantes dos trabalhadores afirmaram que a rede física já opera no limite e não comporta novos cortes. Relatos apresentados mostram que regiões antes atendidas por várias unidades passaram a contar com apenas uma agência, concentrando milhares de clientes. São longas filas de espera para serviços essenciais, situação que atinge principalmente idosos, moradores de periferias, áreas rurais e a população de baixa renda, mais dependentes do atendimento presencial.


As demonstrações financeiras do próprio banco indicam o encerramento de 575 unidades entre agências e pontos de atendimento em 2025, uma redução de 26%. Apenas no primeiro trimestre de 202, foram fechadas 63 unidades. Desde 2019, o Santander encerrou 2.018 postos de atendimento, sendo 1.460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs, segundo dados do banco.


Outro ponto debatido foi o envio de um comunicado de “Atualização do Contrato de Trabalho” a empregados classificados pelo banco como “hipersuficientes”, com remuneração superior a dois tetos do Regime Geral de Previdência Social e diploma de nível superior. O banco se comprometeu a suspender a aplicação desses acordos até a conclusão de uma análise jurídica sobre o processo. A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe esteve representada pelo diretor José Antônio.