O cenário eleitoral é de defesa intransigente da soberania
A eleição deste ano é a mais importante da República e o cenário é de defesa intransigente da soberania. A firme opinião é do escritor, historiador e professor, João Cézar de Castro Rocha, durante palestra na 28ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe, neste sábado (30/05), em Salvador.
Por Ana Beatriz Leal
A eleição deste ano é a mais importante da República e o cenário é de defesa intransigente da soberania. A firme opinião é do escritor, historiador e professor, João Cézar de Castro Rocha, durante palestra na 28ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe, neste sábado (30/05), em Salvador.
Para João Cézar de Castro, as forças progressistas não têm condições de lutar pela soberania pelo método tradicional, é preciso desenvolver o minimanual da guerrilha digital, inspirado na obra de Carlos Marighella (Minimanual do Guerrilheiro Urbano), sobretudo diante da retórica do ódio e despolitização amplamente propagados pela extrema direita.
Mas, a defesa da soberania esbarra na disputa internacional por tecnologia, informação e dados, em meio ao domínio da big techs, que, na opinião do escritor, impedem que a esquerda vença a disputa de narrativa nas redes sociais porque a lógica interna das gigantes tecnológicas é a extrema direita que, por sua vez, é a politização das plataformas.
Além das dificuldades do mundo digital, hoje, a conjuntura, inclusive no Congresso Nacional, é desfavorável, com maioria reacionária e conservadora, imbuída pela vontade permanente de retirar direitos do povo. Ao invés de defender a democracia e a soberania, pilares fundamentais para uma nação, parlamentares cometem crime de lesa pátria com muita naturalidade, inclusive com defesa da subserviência aos EUA, que querem o livre acesso às terras raras e acabar com o Pix.
Portanto, para o professor, é preciso derrotar a extrema direita, caso contrário, a ideia de nação solidária e fraterna jamais será concretizada. As eleições próximas são decisivas para garantir que a democracia social continue a avançar.
A análise do cenário internacional também fez parte da explanação. Para ele, em outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofrerá uma derrota, assim como a extrema direita no Brasil, representada por Flávio Bolsonaro, que quer arrastar o país ao retrocesso.
“Toda vez que há avanço da classe trabalhadora e da população, há uma reação visceral a extrema direita”, afirmou o João Cézar de Castro, ao destacar o que está em jogo: o avanço da geração de emprego, crescimento do PIB e números históricos de programas sociais como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia. Diante disto, ao brasileiro, cabe a tarefa de reeleger o presidente Lula em primeiro turno e renovar a Câmara dos Deputados e o Senado.


