Santander nega compensação

A avaliação é de que a decisão desconsidera o bem-estar dos empregados e reforça uma postura inflexível nas relações de trabalho.

Por Caio Ribeiro

O Santander voltou a frustrar os trabalhadores ao decidir manter a exigência de compensação das horas não trabalhadas durante os jogos da Seleção Brasileira, ignorando a reivindicação apresentada pelo movimento sindical. A medida contrasta com a postura adotada por outros bancos, que aceitaram flexibilizar a jornada e abonar as horas dos funcionários.

 

Segundo a representação dos trabalhadores, o Santander permanece isolado no sistema financeiro ao impor a compensação, mesmo diante de um momento tradicionalmente marcado pela integração e convivência coletiva. A avaliação é de que a decisão desconsidera o bem-estar dos empregados e reforça uma postura inflexível nas relações de trabalho.

 

O movimento sindical destaca que a liberação dos trabalhadores para acompanhar os jogos da Seleção sem prejuízo ou compensação é uma medida plenamente viável, sobretudo diante dos resultados alcançados pelo banco no país. Além disso, defende que iniciativas desse tipo contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável e integrado.

 

Enquanto bancos como Bradesco e Itaú já confirmaram o abono das horas não trabalhadas durante os jogos, o movimento sindical segue cobrando para que o Santander reveja a posição e adote tratamento semelhante.