Emanoel Souza: presença ultrapassa distâncias
O dirigente, que acumula o maior número de participações em Conecefs entre os empregados da Caixa, está afastado para tratamento de saúde, mas fez questão de estar presente.
Por Rose Lima
A emoção marcou um dos momentos do 41º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa). Pela primeira vez em décadas de militância e participação ativa nos debates, Emanoel Souza, titular da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) pela Bahia, não pôde estar presencialmente no encontro.
O dirigente, que acumula o maior número de participações em Conecefs entre os empregados da Caixa, está afastado para tratamento de saúde, mas fez questão de estar presente. Por meio de uma mensagem em vídeo transmitida durante o evento, levou aos delegados uma reflexão sobre os desafios da atual conjuntura e reforçou o compromisso histórico com a luta dos trabalhadores.
Classificou a atual campanha salarial como uma das mais complexas dos últimos 40 anos, em razão do cenário político e econômico nacional e internacional. Para ele, os trabalhadores precisam compreender os desafios colocados pela conjuntura e fortalecer a organização coletiva para defender os direitos e a soberania do país.
Ao abordar a realidade da Caixa, Emanoel Souza alertou para a necessidade de fortalecer a defesa da empresa pública. Segundo ele, a luta dos empregados não pode se restringir às reivindicações corporativas, mas deve incluir a preservação do papel social da Caixa e a resistência a projetos de privatização e enfraquecimento do banco.
Outro ponto importante foi a defesa da unidade. O dirigente chamou atenção para o risco de fragmentação das pautas entre diferentes segmentos da empresa e defendeu uma campanha salarial unificada, capaz de reunir gerentes, caixas, tesoureiros, engenheiros, arquitetos e escriturários em torno de objetivos comuns.


