28ª Conferência Nacional dos Bancários é aberta com manifesto contra a violência
A escolha do manifesto para abrir os debates ganha ainda mais relevância diante do aumento dos casos de feminicídio e violência de gênero registrados no Brasil. Ao mesmo tempo, o documento chama atenção para uma realidade que também afeta milhares de trabalhadores e trabalhadoras: o assédio moral e sexual nos locais de trabalho.
Por Caio Ribeiro
A 28ª Conferência Nacional dos Bancários foi aberta nesta sexta-feira (19), em São Paulo, reunindo representantes da categoria de todo o país para debater os desafios do setor financeiro e definir as prioridades da Campanha Nacional Unificada 2026. A programação teve início com a leitura do Manifesto de Tolerância Zero para Casos de Violência e Assédio, da Contraf-CUT, reafirmando o compromisso do movimento sindical com a construção de ambientes de trabalho e de convivência pautados pelo respeito, pela igualdade e pela dignidade humana.
A escolha do manifesto para abrir os debates ganha ainda mais relevância diante do aumento dos casos de feminicídio e violência de gênero registrados no Brasil. Ao mesmo tempo, o documento chama atenção para uma realidade que também afeta milhares de trabalhadores e trabalhadoras: o assédio moral e sexual nos locais de trabalho. No setor bancário, marcado por metas abusivas, pressão constante e cobrança por resultados, o enfrentamento dessas práticas tem sido uma pauta permanente do movimento sindical, que defende ambientes laborais saudáveis, seguros e livres de qualquer forma de violência ou discriminação.
Durante a leitura do manifesto, foi reforçada a necessidade de acolher as vítimas, incentivar a denúncia e garantir que situações de assédio e violência sejam apuradas com rigor. A iniciativa também busca fortalecer uma cultura de respeito dentro das entidades sindicais e nos locais de trabalho, deixando claro que comportamentos abusivos não serão tolerados e que a defesa dos direitos humanos deve caminhar junto à luta por melhores condições de trabalho.
A conferência discutirá temas centrais para a categoria, como conjuntura econômica, emprego, saúde dos trabalhadores, transformação digital no sistema financeiro e os desafios da próxima campanha salarial. Mais do que definir reivindicações, o encontro reafirma o compromisso dos bancários com a valorização do trabalho, a defesa da democracia e o combate a todas as formas de violência, assédio e desigualdade.


