COE cobra transparência do Itaú

Entre as principais preocupações estão a redução da remuneração variável após a reclassificação de carteiras no Segmento Empresas, a ampliação das metas e a manutenção de diferenças salariais entre empregados que passaram a exercer funções equivalentes. A COE também criticou o fim de premiações para gerentes e a falta de esclarecimentos sobre o retorno de profissionais às agências físicas.

Por Caio Ribeiro

A COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Itaú voltou a cobrar mais transparência nos processos de reestruturação do banco e alertou para os impactos das mudanças sobre os trabalhadores. Segundo a representação sindical, as alterações vêm sendo implementadas sem diálogo, afetando a remuneração, as metas, as condições de trabalho e as perspectivas de carreira dos bancários.

 

Entre as principais preocupações estão a redução da remuneração variável após a reclassificação de carteiras no Segmento Empresas, a ampliação das metas e a manutenção de diferenças salariais entre empregados que passaram a exercer funções equivalentes. A COE também criticou o fim de premiações para gerentes e a falta de esclarecimentos sobre o retorno de profissionais às agências físicas.

 

Outro ponto questionado é a política de reembolso de despesas com visitas a clientes. Trabalhadores relatam que os valores estão defasados e, em alguns casos, acabam arcando com custos que deveriam ser assumidos pelo banco. Até o momento, o Itaú respondeu apenas sobre a equiparação salarial, mantendo sua posição, sem apresentar soluções para as demais reivindicações.

 

A COE reforça que continuará acompanhando a reestruturação e cobrando respostas concretas da direção do banco. Para a representação dos empregados, mudanças dessa dimensão precisam ser conduzidas com transparência, negociação e respeito aos direitos dos trabalhadores. 

Relacionadas