Bradesco deixa clientes a ver navios 

O Bradesco aprofunda o processo de reestruturação, iniciado em 2023, que tem fechado as portas de diversas agências no Estado. É o caso da unidade da Barra, em Salvador, que encerra as atividades nesta sexta-feira (31/07).

Por Ana Beatriz Leal

Apesar da atuação firme e das denúncias do Sindicato dos Bancários da Bahia, comprovadas com número e fatos, o Bradesco aprofunda o processo de reestruturação, iniciado em 2023, que tem fechado as portas de diversas agências no Estado. É o caso da unidade da Barra, em Salvador, que encerra as atividades nesta sexta-feira (31/07).
 

Com o fechamento, os correntistas serão transferidos para a agência do Vitória Center, no Chame-Chame. O Bradesco também fechou a unidade de Cajazeiras, nesta segunda-feira (27/07), empurrando cerca de 11 mil clientes para Porto Seco Pirajá. O resultado é uma sobrecarga inevitável. 
 

Nos últimos cinco anos, o banco fechou mais de 130 agências na Bahia. Isto porque tem feito um altíssimo investimento no digital, desconsiderando as especificidades locais e da população. Tem cidade do interior, por exemplo, que contava com apenas uma unidade do Bradesco. Sem opção, muitos clientes, inclusive idosos, que não têm familiaridade com o mundo digital, precisam viajar quilômetros, para realizar uma simples operação.
 

A atitude do Bradesco nem de longe se justifica. No primeiro trimestre deste ano, lucrou R$ 6,811 bilhões. Um resultado 16,1% superior na comparação com igual período de 2025. Não é de agora que o Sindicato denuncia esta contradição. Já atuou em diversas frentes para impedir a crueldade. Inclusive, o fechamento das agências, que vem acompanhado de demissões, será tratado em mesa de negociação com o banco.