Bradesco lucra R$ 7 bilhões no trimestre
Enquanto os lucros avançam, a rede física encolhe. Entre março e junho, o Bradesco fechou 94 agências, oito unidades de negócios e 158 postos de atendimento. A estratégia amplia a sobrecarga dos bancários, reduz o acesso da população aos serviços bancários e prioriza o aumento da rentabilidade em detrimento do atendimento de qualidade.
Por Julia Portela
O Bradesco voltou a comprovar a força de seu caixa ao registrar lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 16,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar dos lucros expressivos, o banco insiste em uma política de redução da estrutura de atendimento, que penaliza empregados, clientes e toda sociedade brasileira.
O desempenho da instituição também foi impulsionado pelo retorno sobre patrimônio de 16,2% e pela carteira de crédito expandida, que alcançou R$ 1,14 trilhão. O banco manteve, inclusive, a projeção de crescimento da carteira entre 8,5% e 10,5% ao longo de 2026, reforçando o cenário de expansão dos negócios.
Enquanto os lucros avançam, a rede física encolhe. Entre março e junho, o Bradesco fechou 94 agências, oito unidades de negócios e 158 postos de atendimento. A estratégia amplia a sobrecarga dos bancários, reduz o acesso da população aos serviços bancários e prioriza o aumento da rentabilidade em detrimento do atendimento de qualidade.
Os números demonstram que o banco possui plenas condições de atender as reivindicações da categoria. Em meio à campanha salarial, o lucro bilionário reforça a necessidade de valorização dos funcionários, manutenção dos postos de trabalho e fim da política de fechamento de unidades, que sacrifica quem produz a riqueza da instituição e quem depende dos serviços.


