Trabalho escravo, uma herança colonial

Graças à fiscalização, retomada de forma mais robusta no governo Lula, após sucateamento de Bolsonaro, em agosto 479 trabalhadores que atuavam sob condições degradantes foram resgatados. 

Por Ana Beatriz Leal

Herança maldita do Brasil colonial, o trabalho análogo à escravidão continua a fazer vítimas e roubar a dignidade de muita gente. Graças à fiscalização, retomada de forma mais robusta no governo Lula, após sucateamento de Bolsonaro, em agosto 479 trabalhadores que atuavam sob condições degradantes foram resgatados. 
 

Entre os resgatados, 13 eram crianças e adolescentes e 66 migrantes vindos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. Os empregadores devem pagar R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias devidas às vítimas, não que pague o sofrimento, é bom lembrar. 
 

Serão emitidos pelo governo 1.836 autos de infração, entre os quais de trabalho infantil, informalidade, descumprimento de normas de saúde e segurança no trabalho. 
 

A Operação Resgate, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que ocorre anualmente, realizou 231 ações fiscais no país. A força-tarefa contou também com a participação do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União e da Polícia Federal.
 

O combate ao trabalho análogo à escravidão, que inclui todo tipo de atividade feita sob condições degradantes e jornada excessiva, deve ser fortalecido, nunca reduzido. É importante para a promoção dos direitos humanos e deve passar também pelo acolhimento e reinserção das vítimas na sociedade.