Bancários cobertos pela CCT

O acordo estabelece ainda regras para o monitoramento digital, com maior transparência sobre os mecanismos de vigilância e garantia de direito a feedback, além de contemplar o direito à desconexão.

Por Rose Lima

A CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) dos bancários foi assinada ontem, em São Paulo, após uma das campanhas salariais mais tensionadas dos últimos anos. O acordo, negociado pelo Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), assegura a renovação do instrumento que, desde 1992, reúne direitos e conquistas de trabalhadores de bancos públicos e privados em todo o país.

 

A assinatura contou com a participação da presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andreia Sabino. Na Bahia, a proposta para a renovação da CCT foi aprovada com 63,38% dos votos. O resultado ocorreu após uma negociação marcada pela resistência dos bancos em diversos pontos e pela ameaça provocada pelo fim da ultratividade, que poderia deixar a categoria sem a garantia automática de manutenção da Convenção após o vencimento, 31 de agosto.

 

Entre os principais resultados está o reajuste dos salários e das demais verbas econômicas pelo INPC, acrescido de 0,6% de aumento real, para 2026 e 2027. A nova CCT também incorpora avanços em temas diretamente relacionados às condições de trabalho. Os sindicatos passam a participar do Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais previsto na nova NR-1, ampliando a atuação na prevenção do adoecimento mental entre os trabalhadores.

 

O acordo estabelece ainda regras para o monitoramento digital, com maior transparência sobre os mecanismos de vigilância e garantia de direito a feedback, além de contemplar o direito à desconexão. A assinatura encerra formalmente a campanha salarial de 2026 nos bancos privados e preserva direitos históricos da categoria.