Racismo estrutural se reflete no desemprego

A pesquisa também aponta que a diferença aumentou em relação aos últimos levantamentos. No fim de 2025, o desemprego entre pretos era 52,5% maior que entre brancos.

Por Caio Ribeiro

Dados divulgados pelo IBGE mostram que a desigualdade racial segue marcando o mercado de trabalho brasileiro. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego entre pessoas pretas chegou a 7,6%, índice 55% maior que o registrado entre pessoas brancas, que ficou em 4,9%. A média nacional no período foi de 6,1%.

 

A pesquisa também aponta que a diferença aumentou em relação aos últimos levantamentos. No fim de 2025, o desemprego entre pretos era 52,5% maior que entre brancos. Já no primeiro trimestre do ano passado, a distância era de 50%, evidenciando o aprofundamento das desigualdades raciais no acesso ao emprego e à renda.

 

Os dados fazem parte da Pnad Contínua Trimestral e reforçam que trabalhadores negros seguem sendo os mais atingidos pela precarização e pela exclusão do mercado formal. O levantamento também revela que a taxa de desemprego entre mulheres é 43,1% superior à dos homens, demonstrando que raça e gênero continuam sendo fatores determinantes nas desigualdades sociais do país.

 

Para o movimento sindical, os números reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à geração de emprego, combate ao racismo estrutural e promoção da igualdade de oportunidades. A luta por direitos, valorização do trabalho e inclusão da população negra no mercado formal segue sendo fundamental para enfrentar as desigualdades históricas no Brasil.