Bancos precisam avançar na proteção à saúde 

A fim de debater o cenário de adoecimento da categoria, que está entre as cinco profissões com mais pedidos de afastamentos por saúde mental reconhecidos como doença ocupacional (B91), e construir propostas para subsidiar a campanha salarial deste ano, aconteceu, nesta quarta e quinta-feira (22 e 23/04), o Encontro Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a) Bancário(a). 

Por Ana Beatriz Leal

O modelo de gestão dos bancos, pautado pelo assédio, metas exorbitantes e pressão constante, tem adoecido a categoria bancária, sobretudo por transtornos mentais e comportamentais. O movimento sindical se preocupa e cobra mudanças por parte das empresas. Trabalhador não é máquina e a saúde importa. 
 

A fim de debater o cenário de adoecimento da categoria, que está entre as cinco profissões com mais pedidos de afastamentos por saúde mental reconhecidos como doença ocupacional (B91), e construir propostas para subsidiar a campanha salarial deste ano, aconteceu, nesta quarta e quinta-feira (22 e 23/04), o Encontro Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a) Bancário(a). 
 

Pauta vasta e muitos assuntos debatidos, entre os quais os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, aumento do adoecimento psíquico e do assédio moral organizacional, com destaque para o assédio algorítmico, além da vigilância digital, mecanismo utilizado para intensificar o controle e a cobrança por resultados. 
 

Os representantes dos bancários evidenciaram que o sofrimento psíquico, o esgotamento e o afastamento de trabalhadores têm crescido por conta da gestão por estresse, acompanhada de avaliação de desempenho e remuneração variável. O encontro, que contou com a participação do diretor do Sindicato, Célio Pereira, destacou ainda que os bancos negligenciam quando o assunto é promover políticas reais de prevenção. 
 

Outro problema está relacionado aos serviços médicos das instituições, que estão subordinados à lógica da produtividade. Enquanto isto, os trabalhadores adoecidos têm dificuldades para acessar tratamento, reconhecimento do nexo ocupacional e benefícios previdenciários junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
 

Diante dos desafios, o movimento sindical tem a importante missão de cobrar na mesa de negociação da campanha salarial avanços na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.