COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
ÊXITO PERSA
Sem nenhum ufanismo persa, mas considerando a diferença do poder bélico, realmente o Irã foi exitoso ao obrigar duas das maiores forças militares do mundo - EUA e Israel - a suspenderem as agressões contra o povo iraniano e iniciarem negociações. Foram 1.600 mortos em 40 dias. A guerra reafirma a necessidade, para uma nação que se quer soberana, investir em defesa.
DEFESA VITAL
Diante da estúpida beligerância imposta ao mundo e à humanidade pelo capital, o que, infelizmente, ainda vai durar por longos anos, soa como tolice pensar em soberania nacional, multipolaridade e autodeterminação dos povos sem condições concretas para se defender das agressões imperiais. Não em vão o Irã teve êxito e a Venezuela fracassou. Defesa hoje é vital.
PADRÃO GENOCIDA
As agressões ao Irã repetem o padrão genocida adotado pelo imperialismo - EUA, Europa e Israel - para atacar as nações e roubar as riquezas. Dos 1.600 iranianos assassinados, 244 eram crianças e outra boa parte mulheres. O mesmo modo operado no genocídio do povo palestino em Gaza e no Sul do Líbano. Trump, inclusive, chegou a ameaçar extinguir a civilização persa.
PREOCUPANTE, SIM
A democracia brasileira vive um momento delicadíssimo, diante da escalada dos ataques da extrema direita e da direita comparsa contra o STF que, diante da tímida mobilização popular, tem sido o único suporte da Constituição, da legalidade. Majoritariamente reacionárias, as elites nativas nunca perdoaram o fato de o Supremo ter prendido os golpistas e evitado a farsa da anistia.
PODRIDÃO TENEBROSA
O escândalo do Banco Master é mais um a dimensionar a podridão nas elites políticas, econômicas, militares e midiáticas brasileiras, independentemente de ideologia ou partido. Claro que a imundície é bem pior na direitona, por deter o poder do capital, o controle do Estado e ser a fonte original de toda corrupção. Lamentável os supostos progressistas que se deixam contaminar.
